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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Viana recorre ao STF para forçar depoimento de Daniel Vorcaro em CPMI

Senador Carlos Viana recorrerá ao STF para garantir depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro na CPMI do INSS, após decisão que o desobrigou de comparecer.

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Viana recorre ao STF para forçar depoimento de Daniel Vorcaro em CPMI

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, anunciou nesta segunda-feira (23) que o colegiado recorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF) para reverter a decisão do ministro André Mendonça. Mendonça havia desobrigado o banqueiro Daniel Vorcaro a comparecer à CPMI para prestar depoimento, que estava marcado para o mesmo dia.

A decisão de Viana surge após o STF conceder habeas corpus a Vorcaro, impedindo sua convocação. O senador afirmou que a advocacia do Senado já está atuando no STF para que o ministro reconsidere a posição e obrigue o banqueiro a depor.

Vorcaro, ex-dono do Banco Master, é suspeito de envolvimento em prejuízos a aposentados e pensionistas. O Banco Master possuía um acordo de cooperação técnica com o INSS para oferta de crédito consignado, e a CPMI investiga descontos indevidos e falhas de controle.

"Se nós conseguirmos reverter a decisão no STF, ele será obrigado a comparecer e, se não o fizer, eu determinarei a sua condução coercitiva. Não é porque ele é banqueiro que ele vai receber benefícios", declarou Viana.

O senador criticou a interferência do STF nas investigações da CPMI, argumentando que a corte trata investigados da Polícia Federal de forma diferente, permitindo que não compareçam ou se abstenham de depor. Viana ressaltou que, na CPMI, Vorcaro é tratado como testemunha, e não como indiciado.

Em substituição a Vorcaro, a CPMI ouvirá Ingrid Pikinskeni Morais Santos, ligada à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), apontada como beneficiária de mais de R$ 100 milhões em descontos ilegais de benefícios previdenciários. Ingrid é esposa e sócia de Cícero Marcelino de Souza Santos, suspeito de ser o operador do esquema.

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