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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

CPMI do INSS pede 60 dias extras para aprofundar investigações

Senador Carlos Viana recorrerá ao STF para estender os trabalhos da comissão por mais 60 dias, citando a necessidade de aprofundar investigações e criticando decisões judiciais que, segundo ele, blindam investigados.

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CPMI do INSS pede 60 dias extras para aprofundar investigações

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, buscará estender os trabalhos da comissão por mais 60 dias. Diante da falta de resposta do presidente do Senado sobre o pedido de prorrogação, Viana cogita recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a continuidade das investigações, iniciadas em agosto do ano passado e com encerramento previsto para 28 de março.

Viana argumenta que o prazo adicional é essencial para aprofundar as apurações. Uma reunião deliberativa está marcada para quinta-feira (26) para discutir os próximos passos, incluindo a definição de novos depoimentos e a análise de requerimentos para quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático de investigados.

O senador também criticou a decisão do ministro André Mendonça de conceder habeas corpus ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, permitindo que ele não seja obrigado a comparecer à CPMI. Vorcaro é investigado por irregularidades em empréstimos consignados que prejudicaram aposentados e pensionistas do INSS. A CPMI busca informações sigilosas de Vorcaro, cujas quebras de sigilo foram determinadas por Mendonça após uma disputa sobre a guarda das provas com o STF.

Viana considera a situação uma "blindagem absurda" a Vorcaro e expressou preocupação com a interferência no trabalho do parlamento. Ele pretende se reunir pessoalmente com o ministro Mendonça para apresentar os argumentos da comissão. A defesa de Vorcaro sugeriu que o depoimento fosse prestado em São Paulo, com a presença restrita de alguns membros da CPMI, o que foi rechaçado por Viana.

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