O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, buscará estender os trabalhos da comissão por mais 60 dias. Diante da falta de resposta do presidente do Senado sobre o pedido de prorrogação, Viana cogita recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a continuidade das investigações, iniciadas em agosto do ano passado e com encerramento previsto para 28 de março.
Viana argumenta que o prazo adicional é essencial para aprofundar as apurações. Uma reunião deliberativa está marcada para quinta-feira (26) para discutir os próximos passos, incluindo a definição de novos depoimentos e a análise de requerimentos para quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático de investigados.
O senador também criticou a decisão do ministro André Mendonça de conceder habeas corpus ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, permitindo que ele não seja obrigado a comparecer à CPMI. Vorcaro é investigado por irregularidades em empréstimos consignados que prejudicaram aposentados e pensionistas do INSS. A CPMI busca informações sigilosas de Vorcaro, cujas quebras de sigilo foram determinadas por Mendonça após uma disputa sobre a guarda das provas com o STF.
Viana considera a situação uma "blindagem absurda" a Vorcaro e expressou preocupação com a interferência no trabalho do parlamento. Ele pretende se reunir pessoalmente com o ministro Mendonça para apresentar os argumentos da comissão. A defesa de Vorcaro sugeriu que o depoimento fosse prestado em São Paulo, com a presença restrita de alguns membros da CPMI, o que foi rechaçado por Viana.