Governadores de direita aliados ao senador Flávio Bolsonaro (PL) adotaram posições distintas após o resultado da eleição presidencial de domingo, 25 de outubro: alguns contestaram a votação, enquanto outros permaneceram em silêncio. Flávio foi derrotado por uma diferença de 4,4 milhões de votos.
Após o fim da apuração, o senador afirmou que pediria a anulação da eleição e acusou o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de interferir no pleito ao autorizar a prorrogação da votação por duas horas.
Luciano Zucco (PL), eleito governador do Rio Grande do Sul, acompanhou a contestação. Em uma publicação no X, afirmou que houve "interferências abusivas, dados contraditórios e questionamentos" que deveriam ser esclarecidos.
Sergio Moro (PL), eleito governador do Paraná, também disse que havia questionamentos da oposição a serem esclarecidos. Segundo ele, a maioria dos paranaenses se posicionou contra Lula, mas o resultado presidencial não correspondeu ao esperado.
Apesar das críticas, Zucco e Moro afirmaram que governariam para a população de seus estados independentemente de quem ocupasse a Presidência. Os dois participaram de atos e comícios da campanha de Flávio no segundo turno.
O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), acompanhou a apuração ao lado de Flávio, em Brasília, mas não se manifestou depois do resultado. Antes do encerramento da votação, ele havia publicado um vídeo com uma projeção de vitória do senador por cerca de 6 milhões de votos.
Douglas Ruas (PL), eleito governador do Rio de Janeiro, acompanhou Flávio em uma coletiva após a apuração e também não comentou o resultado. Jorginho Mello (PL), governador de Santa Catarina, e Cleitinho Azevedo (Republicanos), eleito para o governo de Minas Gerais no primeiro turno, ficaram em silêncio.
Fonte: O Globo