Um relatório da Global Citizen Solutions (GCS), divulgado em 5 de novembro de 2026, aponta Portugal, Itália, Grécia, Estados Unidos e Paraguai como destinos com vantagens para brasileiros interessados em investir e obter residência no exterior.
O estudo considera critérios como qualidade de vida, segurança, estabilidade, proteção patrimonial e exposição tributária. Segundo Patrícia Casaburi, diretora-fundadora e CEO da GCS, cada programa tem exigências e benefícios próprios.
Em Portugal, brasileiros podem se beneficiar de regras específicas da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e do Estatuto de Igualdade Brasil-Portugal. O país mantém modalidades de residência por investimento ligadas a fundos elegíveis, pesquisa científica, cultura e empresas, mas não permite mais a compra direta de imóveis para esse fim.
As opções portuguesas incluem aportes de 500 mil euros em fundos regulamentados, 250 mil euros em projetos de patrimônio cultural — ou 200 mil euros em áreas de baixa densidade — e 500 mil euros em pesquisa científica ou em empresas com criação de empregos.
Na Itália, o programa prevê investimento mínimo de 250 mil euros em empresas inovadoras, como startups, ou de 500 mil euros em empresas mais consolidadas. O país também é citado como alternativa para pessoas que buscam o reconhecimento da cidadania por descendência, embora o processo tenha ficado mais restritivo.
A Grécia oferece residência por meio de investimentos imobiliários. O valor começa em 250 mil euros para determinadas propriedades tombadas e pode chegar a 800 mil euros em outras áreas, especialmente em regiões valorizadas e em determinadas ilhas e zonas centrais de Atenas.
Nos Estados Unidos, o programa EB-5 exige aporte mínimo de US$ 800 mil em algumas modalidades e busca estimular a criação de empregos. O relatório alerta ainda que residentes fiscais americanos podem estar sujeitos à tributação sobre a renda global.
O Paraguai aparece como alternativa pela proximidade geográfica e pelas regras de residência para cidadãos de países do Mercosul. Segundo o levantamento, o país pode facilitar a manutenção de negócios no Brasil e oferecer determinados benefícios fiscais e instrumentos de proteção patrimonial.
Patrícia Casaburi recomenda analisar os requisitos legais, as modalidades de investimento e os efeitos tributários de longo prazo antes da decisão. Ela também afirma que os interessados devem comprovar a origem legítima dos recursos, que podem vir de herança, trabalho, economias, venda de empresas ou outras fontes legais.
Fonte: O Globo