O assessor argentino Santiago Caputo, ligado ao presidente Javier Milei, teria ajudado Flávio Bolsonaro a deixar a Argentina rumo aos Estados Unidos em 27 de outubro, segundo três pessoas ouvidas pelo The New York Times.
De acordo com os relatos, Caputo encontrou Flávio Bolsonaro no aeroporto de Puerto Iguazú e auxiliou na liberação dos passaportes da família e na documentação do voo com destino a Miami.
Flávio Bolsonaro negou ter recebido ajuda do governo argentino e disse que não conhecia Caputo. Segundo ele, vários argentinos estavam ao seu lado no aeroporto, mas não sabia se um deles era o assessor.
Caputo afirmou, em uma mensagem, que não desempenhou nenhum papel na viagem. O Ministério das Relações Exteriores da Argentina também declarou que o governo não teve envolvimento na saída de Flávio Bolsonaro do Brasil.
Apesar das negativas, Flávio Bolsonaro agradeceu publicamente a Milei após chegar aos Estados Unidos. Juan Carreira, responsável pelas comunicações digitais do presidente argentino, também comemorou a chegada do brasileiro em uma publicação nas redes sociais.
O avião que levou Flávio Bolsonaro e sua família pertence à empresa argentina Baires Fly. O proprietário, Luis Grande, disse que a aeronave foi contratada por um corretor por US$ 150 mil e que o voo decolou pouco depois da meia-noite de 29 de outubro.
Segundo a reportagem, o Brasil havia proibido Flávio Bolsonaro de deixar o país, e seus passaportes estavam cancelados. Ele era alvo de investigações, mas não havia mandado de prisão quando atravessou a fronteira com a esposa e as duas filhas.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil teria convocado o encarregado de negócios da Argentina para pedir explicações sobre a saída. O chanceler argentino, Pablo Quirno, negou que o pedido tenha ocorrido.
Fonte: O Globo