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quinta-feira, 05 de novembro de 2026

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ELEIÇÕES

Lavareda revisa previsões e aponta acerto de modelo híbrido na eleição

Antonio Lavareda revisa cinco prognósticos eleitorais e afirma que o modelo híbrido acertou todas as previsões em sua série histórica.

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O cientista político Antonio Lavareda revisou cinco prognósticos publicados cerca de um ano antes da eleição presidencial de 2026 e afirmou que o modelo híbrido, que combina fundamentos econômicos e políticos com pesquisas, acertou o resultado em sua série histórica analisada.

Segundo Lavareda, três das cinco previsões feitas antes da votação se confirmaram: a baixa chance de vitória em turno único, a estimativa de cerca de 47% dos votos válidos para o vencedor do primeiro turno e a avaliação de que a eleição não seria organizada principalmente pelo tema da segurança.

A previsão de que três candidatos alcançariam dois dígitos não se confirmou. O autor relacionou a mudança no cenário à queda de Augusto Cury nas pesquisas e à bipolarização da disputa.

Lavareda também disse ter estimado em 72% a chance de reeleição de Lula. De acordo com a análise, escândalos envolvendo o Master e o Supremo Tribunal Federal alteraram o ambiente político no primeiro turno, mas uma atualização feita após a eleição voltou a apontar vantagem para o presidente.

Na atualização, o modelo estrutural indicou 56% de chance de vitória para Lula, enquanto o modelo conjuntural foi classificado como uma disputa equilibrada, com 51%. O modelo híbrido apontou o presidente como ligeiro favorito, com aproximadamente 54% de probabilidade.

O cientista político diferencia modelos preditivos de plataformas de apostas, como Polymarket e Kalshi. Para ele, as cotações dessas plataformas podem ser influenciadas por baixa liquidez, grandes apostadores, especulação ou informações privilegiadas e não devem ser tratadas como modelos científicos de previsão.

Na avaliação apresentada, pesquisas de intenção de voto registram preferências no momento da coleta, enquanto modelos preditivos tentam antecipar o resultado com base em relações entre economia, política e comportamento eleitoral. Lavareda defende que as projeções sejam apresentadas como probabilidades, e não como certezas.

Ao revisar dez eleições presidenciais, o autor afirmou que os modelos estrutural e conjuntural baseados em pesquisas acertaram nove previsões cada um, considerando como acerto a indicação de probabilidade superior a 50% para o resultado ocorrido. O modelo híbrido, segundo ele, acertou todas.

Fonte: O Globo

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