Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiram nesta quinta-feira, 5 de novembro, à renúncia do presidente do Paraguai, Santiago Peña, em meio à crise envolvendo o Ueno Bank. Parlamentares relacionaram o episódio ao caso Master e defenderam a mobilização popular.
Segundo o relato divulgado, Peña perdeu o apoio da bancada do Partido Colorado no Congresso enquanto a Câmara dos Deputados se preparava para votar a abertura de um processo de impeachment. A crise bancária teria provocado o bloqueio de contas e investimentos de cerca de 40% da população e paralisado o comércio no país.
O texto também afirma que Peña foi acionista de um grupo que controlava o Ueno Bank e se desvinculou totalmente da instituição apenas em 2025.
O deputado federal eleito Marcelo Freixo (PT-RJ) classificou a renúncia como mais uma derrota para aliados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na América Latina. Em publicação nas redes sociais, ele disse que o caso expôs a relação entre o governo paraguaio e interesses financeiros privados.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) comparou a crise paraguaia ao caso Master e pediu atenção das autoridades diplomáticas brasileiras. O vereador William Siri (PSOL-RJ) afirmou que paraguaios estão nas ruas em busca de respostas e citou o risco de figuras como Daniel Vorcaro se instalarem no sistema bancário e no entorno dos poderes.
Os deputados federais eleitos Jones Manoel (PSOL-PR) e Rick Souza (PSOL-RJ) também comentaram o episódio. Manoel criticou o modelo econômico paraguaio, enquanto Souza usou a renúncia para defender a vitória de Lula contra Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais deste ano.
Fonte: O Globo