A Starlink chegou a 994.020 acessos de banda larga fixa no Brasil em setembro de 2026, crescimento de 124,2% em relação ao mesmo mês de 2025, quando registrava 443.440 conexões. O avanço corresponde a aproximadamente 550,6 mil acessos adicionais em um ano, segundo compilação da Transmitter baseada nos dados abertos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Os números estão entre os mais recentes disponíveis neste início de novembro, mas retratam setembro, não o desempenho do mês de novembro, ainda em andamento. A distinção é necessária porque a divulgação dos indicadores ocorre depois do período de referência.
Em setembro, a empresa acrescentou cerca de 57 mil acessos líquidos à sua base brasileira. Ficou atrás da Vivo, que incorporou 63,3 mil conexões, e à frente da Claro, com 26,8 mil, entre os principais grupos acompanhados pelo Radar da Telecom em levantamento publicado pelo Teletime.

O resultado mantém a expansão observada em agosto, quando a Starlink liderou as adições entre as principais operadoras, com aproximadamente 65 mil novos acessos. Naquele mês, sua base chegou a 936,8 mil conexões e ultrapassou as de TIM e Unifique.
Apesar do crescimento acelerado, a dimensão da companhia ainda é menor que a dos maiores grupos da banda larga brasileira. Em setembro, a Claro registrava aproximadamente 10,9 milhões de acessos e a Vivo, 8,6 milhões. A Starlink tinha uma base superior à da TIM, com 938 mil, e à da Unifique, com 893 mil.
A diferença aparece também na comparação entre tecnologias. Segundo a compilação da Transmitter, a fibra óptica reunia cerca de 47,1 milhões de acessos em setembro, enquanto a Starlink representava aproximadamente 1,7% da banda larga fixa nacional. Dentro do segmento de conexões por satélite, porém, a empresa concentrava cerca de 86% dos acessos.
Os registros regulatórios também precisam ser diferenciados dos números divulgados pela própria companhia. A Starlink anunciou em janeiro ter superado 1 milhão de clientes no Brasil, utilizando metodologia própria. Já o acompanhamento da Anatel considera os acessos informados pelas prestadoras dentro das categorias regulatórias do serviço. Por isso, os dois totais não devem ser tratados como uma única série estatística.
A Anatel mantém coleta periódica de informações operacionais das prestadoras de banda larga fixa. Novas declarações e revisões podem alterar os resultados publicados, razão pela qual a comparação deve identificar sempre a fonte, a data de consulta e o mês ao qual os números se referem.