A crise que levou à intervenção do Ueno Bank, no Paraguai, resultou na prisão de oito dirigentes e executivos ligados ao banco digital e ao Grupo Vázquez na noite de terça-feira, 3 de novembro de 2026. A instituição foi considerada insolvente e bloqueou o acesso de clientes a contas e investimentos.
Seis homens foram levados à sede da Agrupación Especializada da Polícia Nacional, enquanto duas mulheres foram encaminhadas à Comisaría de Mulheres, segundo o jornal paraguaio La Nación. O comissário Isidro Gamarra afirmou ao canal GEN que os seis homens permaneceram no mesmo espaço e receberam cocido com coquito, alimentos tradicionais do país.
Entre os detidos está Juan Manuel Gustale Cardoni, de 41 anos, presidente do Ueno Bank. Ele tem formação em direito bancário, regulação financeira e administração pública, além de ter ocupado cargos no Banco Central do Paraguai e integrado o conselho do Banco Nacional de Fomento.
Federico Miguel Vázquez Villasanti, de 36 anos, era o primeiro vice-presidente do banco e fundador do Ueno. Ele também preside o Grupo Vázquez, principal acionista da instituição, e anteriormente foi CEO da Credicentro.
Diana Leticia Mongelós González, de 40 anos, ocupava a segunda vice-presidência. Advogada, ela participou da estrutura societária do Visión Banco e do processo de fusão por incorporação com o Ueno Bank.
Também foram detidos Julio Daniel Rey Fernández, de 47 anos, ex-segundo vice-presidente do banco; Diego Fernando Duarte Schussmuller, de 50 anos, diretor titular e primeiro vice-presidente da Ueno Seguros; e Alejandro Gómez Abente, de 44 anos, diretor titular com experiência no mercado de capitais e em finanças corporativas.
Completam a lista Mariana Isabel Torres Rubiani, de 41 anos, ex-diretora titular ligada ao Visión Banco e à fusão com o Ueno, e Miguel Ángel Almada Frutos, de 49 anos. Almada aparece como síndico titular do Ueno Bank e da Ueno Seguros e informou atuar como diretor jurídico do Grupo Vázquez.
Fonte: O Globo