Ir para o conteúdo

quarta-feira, 04 de novembro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

ECONOMIA

CNC pede ao STF mais prazo para transição da escala 6x1

CNC pede ao STF mais tempo para empresas se adaptarem ao fim da escala 6x1 e à jornada máxima de 40 horas semanais.

Compartilhe
WhatsApp

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), em 4 de novembro, a ampliação do prazo de transição para o fim da escala 6x1 e a adoção da jornada máxima de 40 horas semanais.

Segundo a entidade, a ação não questiona a redução da carga horária nem a garantia de dois dias de descanso por semana, mas o período previsto para que as empresas se adaptem às novas regras.

A emenda promulgada pelo Congresso reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem corte de salário, e estabelece dois dias de repouso semanal remunerado. Pela regra atual, a primeira etapa, com redução para 42 horas, começa em 16 de dezembro de 2026, enquanto a jornada de 40 horas será implementada ao longo de um ano.

A CNC quer que a etapa inicial passe a valer em 16 de outubro de 2027. Para a redução total da jornada, a entidade pede que a exigência comece em outubro de 2028.

Em nota, a confederação afirmou que 60 dias são insuficientes para mapear postos, contratar trabalhadores, reorganizar turnos e renegociar convenções coletivas. O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, disse que a mudança coincide com períodos de grande movimento no comércio e no turismo, como a Black Friday, o Natal e a alta temporada.

A entidade também alegou falta de isonomia entre os setores público e privado. Segundo a CNC, a administração pública direta e indireta recebeu até um ano para ajustar contratos de terceirização e reequilibrar custos, enquanto as empresas privadas teriam prazo de 60 dias.

O texto aprovado permite que convenções ou acordos coletivos organizem os dois dias de descanso na média mensal, desde que o trabalhador tenha ao menos uma folga por semana. As regras também alcançam terceirizados que prestam serviços à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios.

Fonte: O Globo

Leia também