O PL lança nesta quarta-feira, 4 de novembro, a candidatura do senador Rogério Marinho (RN) à presidência do Senado, após a bancada do partido definir seu nome na noite anterior.
O anúncio ocorre em meio à disputa na oposição sobre quem enfrentará a tentativa de reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Marinho tem o apoio de integrantes da família Bolsonaro, enquanto a senadora Tereza Cristina (PP-MS) mantém a própria candidatura.
Marinho afirmou que tem um acordo com Tereza para evitar que os dois concorram diretamente pelos mesmos votos. “Eu e Tereza temos um acordo entre nós: não seremos candidatos um contra o outro”, disse.
Tereza confirmou as conversas, mas declarou que nenhum dos dois desistiu da disputa. A senadora afirmou que pretende reunir apoio de diferentes partidos e buscar ser a primeira mulher a presidir o Senado.
O lançamento de Marinho contraria articulações de uma ala do PL ligada ao presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, que tenta construir uma composição em torno de Tereza. Esse grupo avalia que a senadora teria mais facilidade para atrair parlamentares de partidos de centro e dissidentes do PL.
O PL terá 28 senadores a partir de fevereiro e pretende usar o tamanho da bancada para reivindicar a presidência da Casa. Marinho também conta com o apoio de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Carlos Bolsonaro (PL-SC) e outros integrantes do partido.
União Brasil e PP anunciaram apoio à reeleição de Alcolumbre, mas a decisão enfrenta resistências internas. MDB, PSD e PT também apoiam o atual presidente do Senado, embora a votação secreta permita dissidências nas bancadas.
A eleição para a Mesa Diretora está marcada para 1º de fevereiro. A oposição busca apoio entre senadores de Republicanos, Podemos e PSDB, enquanto interlocutores de Marinho afirmam que ele pode obter votos em partidos que declararam apoio a Alcolumbre.
Fonte: O Globo