O governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou em entrevista publicada nesta quarta-feira (4) que o sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não precisa necessariamente pertencer ao PT. Segundo ele, o nome deve integrar um campo político capaz de dar continuidade ao projeto do governo.
Jerônimo citou o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) como exemplo de liderança de outro partido com papel relevante na administração federal. O governador disse que ainda é cedo para discutir nomes, mas defendeu que possíveis candidatos ocupem posições adequadas no governo.
Na entrevista, Jerônimo também cobrou maior participação do Nordeste nas decisões do PT e na formação do governo. Ele afirmou que a região não quer ser apenas fonte de votos e citou a força política de seus governadores e senadores.
Sobre a segurança pública, o governador defendeu leis mais severas contra o crime organizado e afirmou que a Bahia reduziu indicadores de mortes violentas nos últimos dois anos. Ele também mencionou a contratação de quase 12 mil policiais, a compra de câmeras corporais e o uso de reconhecimento facial.
Jerônimo afirmou ainda que uma investigação da Polícia Federal apura a redução da frota de ônibus em Salvador no segundo turno da eleição. Sobre o senador Jaques Wagner (PT-BA), investigado no caso Master, disse que todas as apurações devem avançar e que nunca houve proteção a integrantes do partido.
Fonte: O Globo