O Itaú Unibanco registrou lucro recorrente gerencial de R$ 12,617 bilhões no terceiro trimestre de 2026, entre julho e setembro, o maior resultado da história do banco em um único trimestre. O valor representa alta de 6,7% em relação ao mesmo período de 2025 e de 1,7% na comparação com os três meses anteriores.
A carteira de crédito total, que inclui garantias financeiras e títulos privados, alcançou R$ 1,544 trilhão ao fim de setembro. Desconsiderados os efeitos cambiais e o impacto contábil da venda da operação de varejo na Colômbia, o volume cresceu 10,9% em 12 meses e 2,2% no trimestre.
A operação brasileira de pessoas físicas respondeu por R$ 500,4 bilhões. O crédito consignado privado avançou 93,7% em um ano, enquanto o financiamento imobiliário cresceu 4,4% no trimestre.
O índice consolidado de inadimplência, considerando atrasos superiores a 90 dias, ficou em 2% em setembro. O banco informou que, sem a venda de algumas carteiras de crédito realizada no período, o indicador teria acréscimo de 0,02 ponto percentual entre pessoas físicas e de 0,05 ponto entre pequenas e médias empresas.
Nos atrasos superiores a 15 dias, a inadimplência entre as famílias clientes do Itaú foi de 6,7%, ante 13,1% no restante do mercado. Entre as empresas financiadas pelo banco, o índice ficou em 2,9%, contra 5,8% na concorrência.
A margem financeira gerencial somou R$ 34,611 bilhões, com alta de 3,4% no trimestre e de 7,8% em 12 meses. A despesa com provisão para perdas esperadas com inadimplência alcançou R$ 10,720 bilhões, aumento de 9,6% na comparação anual.
O retorno sobre o patrimônio líquido ficou em 23,6%. As receitas com prestação de serviços e operações de seguros totalizaram R$ 14,1 bilhões, praticamente estáveis no trimestre e em relação ao mesmo período do ano anterior.
O Itaú manteve quase todas as projeções para 2026 relacionadas a crédito, despesas e margens. A única revisão expressiva foi na estimativa de alíquota efetiva de imposto de renda e contribuição social, reduzida da faixa de 29,5% a 32,5% para entre 28% e 29%.
Fonte: O Globo