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quinta-feira, 05 de novembro de 2026

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Reguladores intervêm no Ueno Bank e presidente do BC do Paraguai renuncia

Reguladores do Paraguai intervêm no Ueno Bank após queda da solvência, e o presidente do Banco Central anuncia renúncia.

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Órgãos reguladores do Paraguai intervieram nesta terça-feira, 3 de novembro de 2026, no Ueno Bank após concluírem que a instituição estava subcapitalizada. O presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, anunciou a renúncia e afirmou que permanecerá no cargo até o fim da intervenção.

Segundo o Banco Central, a medida busca proteger os depósitos e limitar os impactos sobre o sistema financeiro. O índice de solvência do banco caiu abaixo do mínimo exigido de 50% após ajustes em seus balanços patrimoniais.

Carvallo já havia comandado uma versão anterior do Ueno. A relação alimentou críticas de que o governo do presidente Santiago Peña era próximo demais da instituição e não teria agido antes para fiscalizar seu rápido crescimento.

"Minha renúncia está assinada", afirmou Carvallo em entrevista coletiva em Assunção. Segundo ele, a decisão foi tomada porque o Banco Central precisa de tranquilidade para realizar seu trabalho.

Os reguladores afirmaram que os problemas do Ueno não representam uma crise generalizada. Depósitos de até 228 milhões de guaranis por pessoa seriam garantidos pela autoridade monetária.

O banco é controlado pelo Grupo Vázquez e tinha aproximadamente 5 trilhões de guaranis, ou US$ 869 milhões, em depósitos do governo no fim de junho. O valor correspondia a 29% dos depósitos da instituição.

O Ueno era a maior operadora de cartões de crédito do Paraguai, com quase 1,1 milhão de cartões emitidos até setembro. No fim do ano passado, a instituição informava ter 2,6 milhões de clientes.

Vídeos publicados nas redes sociais e em jornais paraguaios mostraram policiais diante de agências do banco, enquanto clientes formavam filas para sacar dinheiro ou buscar informações.

A intervenção também teve repercussão política. A senadora oposicionista Yolanda Paredes pediu a abertura de um processo de impeachment contra Peña, mas o partido do presidente mantém maioria no Congresso.

Em outubro, a Fitch Ratings revisou de estável para negativa a perspectiva dos títulos do Ueno, citando o rápido crescimento do balanço patrimonial e o elevado volume de ativos intangíveis. Na semana passada, o banco apresentou um plano de capitalização de US$ 100 milhões.

O Ueno também era alvo de uma investigação independente para apurar se teria concedido financiamento indireto para viabilizar a venda de ativos de uma empresa pertencente ao grupo controlador. O presidente do conselho, Juan Manuel Gustale, negou que tenha havido esse tipo de financiamento.

Fonte: O Globo

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