Ir para o conteúdo

terça-feira, 03 de novembro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

ECONOMIA

Georgieva alerta para avanço da dívida pública global

Diretora do FMI alerta que dívida pública global se aproxima de 100% do PIB e defende ajuste fiscal urgente.

Compartilhe
WhatsApp

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou nesta terça-feira (3), em Madri, que o mundo sobe uma "escadaria da dívida pública" e se aproxima de uma relação de 100% entre dívida e Produto Interno Bruto (PIB).

Durante a Conferência Internacional de Bancos, promovida pelo Santander, Georgieva disse que a combinação de inflação alta e juros elevados tornou mais difícil para os governos arcar com o serviço da dívida, com impacto sobre empresas e famílias.

Segundo a diretora-geral, os governos ampliaram empréstimos e gastos para enfrentar crises como a pandemia e a guerra na Ucrânia, mas não recompuseram reservas de proteção nos períodos de trégua. Ela defendeu um ajuste fiscal urgente e maior prudência na gestão dos recursos públicos.

Georgieva afirmou que o crescimento econômico, sozinho, não será suficiente para retirar os países do endividamento. Ela citou os Estados Unidos como exemplo de economia avançada com descontrole fiscal, com dívida de US$ 43 trilhões e déficit equivalente a 6% do PIB, segundo os dados apresentados na conferência.

A diretora do FMI disse que a instituição tem cerca de US$ 1 trilhão disponível para auxiliar países em crise, mas defendeu que as grandes potências resolvam seus próprios problemas fiscais sem recorrer ao Fundo.

O presidente do Chile, José Antonio Kast, também presente no evento, apresentou as medidas adotadas pelo país para melhorar as contas públicas e atrair investimentos. Segundo ele, o déficit fiscal acumulado em 12 meses está em 1,8% do PIB, abaixo da projeção inicial de 2,8%.

Kast afirmou que o Chile reduziu a alíquota do imposto corporativo de 27% para 23% e passou a oferecer estabilidade tributária por até 20 anos para grandes projetos. Ele também mencionou a redução de 55 para 13 autorizações setoriais na mineração.

A presidente-executiva do Santander, Ana Botín, disse que os governos estão próximos do limite de endividamento e defendeu a mobilização de capital privado para financiar investimentos em transição energética, infraestrutura, inteligência artificial e defesa.

Fonte: O Globo

Leia também