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quinta-feira, 29 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Saída de Flávio acelera disputa por espaço na direita e no Senado

Saída de Flávio Bolsonaro para os EUA acelera articulações de Tarcísio, Michelle, Rogério Marinho e Tereza Cristina na direita e no Senado.

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A saída de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos, após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial, acelerou as articulações de lideranças da direita por espaço político no Congresso e na sucessão presidencial de 2030.

Aliados do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, avaliam que a ausência de Flávio pode ampliar o protagonismo nacional do governador sem um confronto direto com o bolsonarismo. Na terça-feira, Tarcísio reconheceu o resultado das urnas, defendeu a união da direita e pediu uma oposição vigilante ao governo Lula.

Dentro do PL, Michelle Bolsonaro negocia o retorno ao comando do PL Mulher. A ex-primeira-dama se reuniu na terça-feira com o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, segundo aliados.

Eleita senadora, Michelle terá mandato a partir de 2027. O eventual retorno à direção do PL Mulher pode combinar sua atuação parlamentar com o comando de uma estrutura partidária voltada à mobilização feminina e à formação de candidaturas.

A saída de Flávio também alterou as negociações pela presidência do Senado. Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha do senador, reuniu-se com Valdemar em meio à disputa pelo comando da Casa, enquanto Tereza Cristina (PP-MS) também articula uma candidatura.

Marinho afirmou que havia conversado com Flávio sobre a necessidade de ele assumir a liderança da oposição e disse que não foi informado sobre a decisão de deixar o Brasil. Segundo o senador, a saída surpreendeu integrantes da campanha.

Na avaliação de aliados do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a ausência de Flávio pode enfraquecer a capacidade de articulação do PL com partidos do Centrão. Marinho também questionou se o apoio anunciado pela federação União Brasil-PP a Alcolumbre representa toda a bancada.

Tereza Cristina reagiu ao apoio à permanência de Alcolumbre e afirmou que os 54 senadores eleitos e reeleitos ainda não haviam sido diplomados e poderiam manifestar sua vontade no momento apropriado. Ela também declarou interesse em se tornar a primeira mulher a presidir o Senado.

Flávio afirmou nesta quarta-feira que pretende comandar a oposição ao governo Lula a partir dos Estados Unidos. Em carta, alegou fraude eleitoral sem apresentar provas e disse que divulgará uma estratégia de mobilização de apoiadores nos próximos dias.

Fonte: O Globo

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