O senador Flávio Bolsonaro divulgou nesta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, três versões de uma mensagem política após deixar o Brasil e desembarcar em Miami. Nos textos, ele se declarou inicialmente "presidente eleito" e depois passou a se apresentar como "líder" do país, além de questionar o resultado da eleição vencida por Lula.
As versões também apresentaram um brasão antigo, com a inscrição "Estados Unidos do Brazil", utilizado até 1968. A mensagem afirmou, sem apresentar provas, que houve fraude eleitoral e atribuiu a suposta irregularidade à extensão do horário de votação por decisão do Supremo Tribunal Federal.
Segundo a Justiça Eleitoral, 34 mil votos foram registrados depois das 17h, o equivalente a 0,027% do total. O resultado foi reconhecido pelo Tribunal Superior Eleitoral, e a diferença entre Lula e Flávio superou 4 milhões de votos.
Flávio também criticou a determinação para entregar os passaportes e afirmou que não fugiu do país. De acordo com a análise, ele deixou o Brasil por terra em direção à Argentina, seguiu para o Equador e depois embarcou em um jato particular para os Estados Unidos.
Na mensagem, o senador disse não responder a nenhum mandado de prisão e afirmou não ter cometido crimes. O texto, porém, menciona que ele era alvo de inquéritos da Polícia Federal sobre suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
O parlamentar comparou sua situação à de figuras como Charles de Gaulle e José Martí, que atuaram no exterior em conflitos políticos e processos de independência. A mensagem também acusou o Supremo de atuar como instrumento de perseguição e afirmou que Flávio lideraria a oposição a partir do exterior.
Aliados citados no texto, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o senador Rogério Marinho, reconheceram a vitória de Lula, segundo a análise. A bancada bolsonarista, por outro lado, tornou-se a maior das duas Casas do Congresso no primeiro turno.
Fonte: O Globo