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quinta-feira, 29 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Crédito fora da meta fiscal chega a R$ 180,5 bilhões em 2026

Crédito repassado pelo Tesouro a fundos e bancos públicos chega a R$ 180,5 bilhões em 2026, fora do cálculo da meta fiscal.

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O crédito repassado pelo Tesouro Nacional a fundos e bancos públicos chegou a R$ 180,5 bilhões em 2026 até meados de outubro, descontados os retornos, segundo relatório da Instituição Fiscal Independente (IFI) divulgado nesta quinta-feira, 29 de outubro.

O valor mais que triplicou desde 2023, quando a saída líquida foi de R$ 52,8 bilhões, e supera os R$ 147,7 bilhões registrados em todo o ano passado. Como esses repasses são contabilizados como despesas financeiras, ficam fora do resultado primário usado na meta fiscal.

Para a IFI, o cumprimento da meta tem informado cada vez menos sobre a orientação da política fiscal. A instituição afirma que o custo dos empréstimos aparece na dívida pública quando o governo oferece juros menores do que paga para se financiar.

As linhas criadas ou ampliadas a partir de 2024 receberam R$ 149,9 bilhões até outubro, o equivalente a 68% do total pago. Entre os maiores valores estão o Minha Casa, Minha Vida com recursos do Fundo Social, com R$ 35 bilhões, o Fundo Clima, com R$ 34 bilhões, e o financiamento de veículos para motoristas de aplicativo e taxistas, com R$ 30 bilhões.

A IFI estima que o subsídio implícito das operações contratadas em 2026 fique entre R$ 10,2 bilhões e R$ 15,9 bilhões, dependendo da trajetória dos juros. O cálculo pode estar subestimado porque não inclui linhas sem contratos identificados nos dados abertos do BNDES.

A instituição também apontou lacunas de transparência. Em maio, o Tribunal de Contas da União determinou que o governo apure e publique o valor presente dos benefícios creditícios e crie um mecanismo centralizado de transparência sobre fundos com participação da União.

Fonte: O Globo

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