A dívida bruta do setor público permaneceu em 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em setembro, o equivalente a R$ 11,1 trilhões, informou o Banco Central nesta quinta-feira (29). No mês, as contas públicas registraram déficit primário de R$ 5,5 bilhões.
O endividamento alcançou o maior nível desde abril de 2021, quando estava em 82,6% do PIB. O cálculo considera os governos federal, estaduais e municipais.
O resultado primário melhorou em relação a setembro de 2025, quando o déficit foi de R$ 17,5 bilhões. Em setembro deste ano, o governo federal teve superávit de R$ 3,5 bilhões, enquanto estados e municípios registraram déficit de R$ 5,6 bilhões e as empresas estatais, resultado negativo de R$ 3,4 bilhões.
A alta mensal da dívida foi influenciada principalmente pelos juros nominais apropriados e pelas emissões líquidas de dívida. O indicador encerrou 2022 em 71,7% do PIB e chegou ao recorde de 87,7% em dezembro de 2020.
Os juros da dívida pública somaram R$ 107,5 bilhões em setembro, acima dos R$ 84,7 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado. Em 12 meses, a despesa chegou a R$ 1,205 trilhão, equivalente a 8,99% do PIB.
Considerando o resultado primário e os juros, o déficit nominal alcançou R$ 113 bilhões em setembro. No acumulado de 12 meses, o indicador chegou a R$ 1,275 trilhão, ou 9,51% do PIB, com alta de 0,04 ponto percentual em relação ao acumulado até agosto.
A dívida líquida chegou a 70% do PIB em setembro, equivalente a R$ 9,4 trilhões. O indicador avançou 0,7 ponto percentual no mês e acumula alta de 4,7 pontos percentuais em 2026, influenciado principalmente pela incorporação dos juros da dívida.
Fonte: O Globo