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quinta-feira, 29 de outubro de 2026

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JUSTIÇA

Snap e Meta enfrentam julgamento sobre vício em redes sociais

Snap e Meta começam julgamento nos EUA sobre acusações de que suas plataformas foram projetadas para causar dependência entre jovens.

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Snap e Meta começam a enfrentar nesta quarta-feira (28), em Los Angeles, nos Estados Unidos, um julgamento com júri sobre acusações de que Snapchat e Instagram foram projetados para provocar dependência entre jovens.

Dois adolescentes afirmam ter desenvolvido problemas graves de saúde mental associados ao uso das plataformas. Os advogados dos autores alegam que os serviços contribuíram para depressão, ansiedade, transtornos alimentares e automutilação.

A seleção dos jurados começa nesta quarta-feira. As audiências estão previstas para avançar até 4 de novembro e prosseguir até meados de dezembro, enquanto Snap e Meta ainda podem fazer um acordo antes do veredicto.

S.J., de 16 anos, de Illinois, chegou a um acordo com a Meta e mantém o processo apenas contra a Snap. K.D.B., de 18 anos, do Mississippi, processa as duas empresas. Um juiz estadual da Califórnia reuniu os casos em um único julgamento.

Este é o segundo julgamento envolvendo autores individuais que acusam empresas de redes sociais de projetarem seus produtos para causar dependência. No primeiro, realizado em março, as empresas foram condenadas a pagar US$ 6 milhões em indenizações.

Os presidentes-executivos da Meta e da Snap, Mark Zuckerberg e Evan Spiegel, e o chefe do Instagram, Adam Mosseri, devem depor em meados de novembro, segundo os advogados dos autores.

Em março, um júri de Los Angeles concedeu US$ 6 milhões a uma jovem de 20 anos, identificada pelas iniciais K.G.M., ao considerar que a negligência da Meta e do YouTube contribuiu para seus transtornos. Antes, um júri do Novo México havia responsabilizado a Meta por danos causados a menores, com penalidade total de US$ 942 milhões.

Em agosto, a Meta concordou em pagar cerca de US$ 18 bilhões em multas e fazer mudanças no Instagram e no Facebook para adolescentes, em um acordo com 52 procuradores-gerais estaduais. O acordo também previa mudanças semelhantes no YouTube e no TikTok, incluindo a limitação do tempo diário de uso das telas.

Fonte: O Globo

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