Kévin T., de 39 anos, suspeito de um ataque classificado pelo presidente Emmanuel Macron como "terrorista racista", tinha um exemplar de Mein Kampf, livro escrito por Adolf Hitler, em sua residência. O homem foi detido na sexta-feira, 23 de outubro, após disparar contra pessoas em Trappes e La Verrière, a sudoeste de Paris.
O ataque deixou uma pessoa morta e cinco feridas. A Procuradoria Nacional Antiterrorista informou que a custódia do suspeito foi prorrogada após um primeiro interrogatório, enquanto as investigações continuam.
Segundo uma fonte próxima ao caso, investigadores também encontraram uma Bíblia e o Alcorão no apartamento do suspeito. Quatro pessoas de seu círculo próximo, incluindo seus pais, foram detidas.
De acordo com fontes policiais, Kévin T. portava uma submetralhadora e granadas de gás lacrimogêneo no momento da prisão. Na residência, em Plaisir, a polícia encontrou três botijões de gás e interruptores elétricos ligados a um temporizador, segundo a Procuradoria Nacional Antiterrorista.
Centenas de pessoas se reuniram neste sábado, 24 de outubro, em Trappes para homenagear Pengo Bossio Wangi, de 26 anos, que morreu no ataque. Entre os feridos está uma menina de 12 anos, que permanece em estado crítico, segundo a promotoria.
Fonte: O Globo