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sábado, 24 de outubro de 2026

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SEGURANÇA

Polícia investiga seis mortes de crianças no Hospital Salvalus, em SP

Polícia investiga seis mortes de crianças no Hospital Salvalus, em São Paulo; mãe de bebê relata complicações e infecções após cirurgias.

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A Polícia Civil investiga seis mortes de crianças no Hospital Salvalus, na Mooca, Zona Leste de São Paulo. Os casos, envolvendo pacientes de zero a três anos, foram comunicados às autoridades na quarta-feira (21) e incluem suspeitas de infecções hospitalares, sepse e outras complicações.

Entre os casos está o de Alice Vitória, que morreu em 3 de abril, três dias depois de completar 1 ano. A certidão de óbito aponta sepse com foco pulmonar e insuficiência respiratória aguda.

Segundo a mãe, a assistente social Leticia Ferreira, Alice foi internada para realizar uma gastrostomia, procedimento que cria um acesso direto ao estômago para alimentação. A criança tinha uma síndrome que dificultava a deglutição, além de hidrocefalia e uma cardiopatia congênita.

De acordo com o relato da mãe, a menina apresentou broncoespasmos após a cirurgia, não conseguiu ser extubada e foi encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva. Depois, a sutura do procedimento se abriu, houve vazamento de líquido pelo abdômen e Alice precisou passar por uma nova cirurgia, durante a qual teria sofrido uma parada cardíaca.

A criança também passou por cirurgia cardíaca e, posteriormente, desenvolveu feridas na cabeça. Leticia afirma que uma lesão atingiu a região de uma válvula usada no tratamento da hidrocefalia, levando à exposição do dispositivo, infecção e a uma nova operação para instalação de uma derivação ventricular externa.

A mãe relatou ainda que Alice teria contraído bactérias KPC e Clostridium durante a internação. A menina sofreu duas paradas cardíacas na véspera da morte e outra no dia seguinte, quando a família decidiu não autorizar novas manobras de reanimação, segundo Leticia.

O inquérito é conduzido pelo 8º Distrito Policial, na região da Mooca. A Polícia Civil informou que pretende ouvir profissionais de saúde e testemunhas e analisar integralmente os prontuários médicos para esclarecer as causas das mortes.

A assistente jurídica Eduarda Fragnan Gomes, que representa três mães, afirma que pelo menos 19 famílias perderam os filhos após cirurgias realizadas no hospital nos últimos seis meses. O número não foi confirmado oficialmente pela polícia.

Em nota, o Hospital Salvalus afirmou que ainda não recebeu notificação formal sobre os procedimentos mencionados e que está à disposição das autoridades. A instituição declarou que as avaliações feitas até o momento apontam históricos clínicos distintos, sem identificação de uma origem infecciosa comum entre os casos examinados.

Fonte: g1

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