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sábado, 24 de outubro de 2026

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Israel expulsa famílias em operação na Cisjordânia após ataque contra soldados

Forças israelenses ordenam a saída de até 250 famílias de Hebron após ataque a tiros matar dois soldados na Cisjordânia.

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Forças israelenses ordenaram a saída de pelo menos 150 famílias de suas casas no bairro de Deir Baha, em Hebron, na Cisjordânia ocupada, um dia após dois soldados de Israel morrerem em um ataque a tiros na região.

A operação começou durante a madrugada, com militares usando alto-falantes para determinar a retirada dos moradores e vasculhando edifícios. As principais entradas e saídas de Hebron foram bloqueadas, e o Exército informou que a ação deve durar vários dias.

Autoridades locais estimaram que entre 200 e 250 famílias foram afetadas. Moradores disseram que tiveram pouco tempo para reunir seus pertences e que os militares não informaram quando poderiam voltar. O prefeito Youssef al-Jaabari classificou a medida como punição coletiva e afirmou que ela também teria relação com as eleições israelenses.

O ataque ocorreu na sexta-feira, quando dois palestinos abriram fogo contra militares perto de um posto de controle nos arredores de Hebron. Os dois atiradores foram mortos em um confronto posterior, e o Exército afirmou ter encontrado grande quantidade de munição no veículo usado por eles.

Os responsáveis pelo ataque ainda não foram identificados, e não está claro se agiram por conta própria ou em nome de uma organização armada. O Hamas elogiou a ação e convocou novos ataques, mas não reivindicou a autoria.

O Exército israelense informou ter realizado operações em 40 áreas da Cisjordânia entre sexta-feira e sábado e detido cerca de 40 suspeitos. Segundo os militares, entre os presos havia integrantes do Hamas e da Jihad Islâmica, além de pessoas suspeitas de incitação, perturbação da ordem pública e arremesso de pedras.

A Autoridade Nacional Palestina afirmou que mobiliza representantes diplomáticos para buscar uma resposta internacional e pediu medidas contra o deslocamento forçado de moradores e pela proteção da população civil.

A operação ocorre poucos dias antes das eleições nacionais em Israel. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu uma resposta ampla ao ataque e disse que a Autoridade Nacional Palestina enfrentará uma “surpresa muito grande”, sem detalhar a medida.

Fonte: O Globo

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