A Justiça de São Paulo negou o pedido para que Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, acompanhe presencialmente o julgamento por homicídio e tentativa de homicídio de policiais militares. A decisão foi proferida em 22 de outubro pelo juiz Gustavo Celeste Ormenese, da 1ª Vara do Júri do Foro Central Criminal de São Paulo.
O Tribunal do Júri está marcado para os dias 11, 12 e 13 de maio de 2027. Marcola deverá participar da sessão e ser interrogado por videoconferência, diretamente da unidade prisional onde está detido.
Também respondem ao processo Júlio César Guedes de Moraes e Marcos Paulo Ferreira Lustosa. As defesas dos três acusados haviam pedido a participação presencial, mas a Justiça determinou que eles acompanhem o julgamento por meio da plataforma Microsoft Teams.
Segundo a decisão, o deslocamento dos presos entre a Penitenciária II Maurício Henrique Guimarães Pereira, em Presidente Venceslau, e o fórum poderia provocar riscos à ordem pública, incluindo tentativas de resgate, emboscadas em rodovias e confrontos armados.
O juiz também considerou que a escolta exigiria a mobilização de um grande contingente de policiais militares e penais, retirando agentes de suas atividades regulares. O entendimento levou em conta pareceres contrários ao transporte emitidos pela penitenciária e pela Coordenação-Geral de Classificação e Movimentação de Presos do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Os crimes ocorreram em Jundiaí, no interior paulista, em 12 de maio de 2006, durante os episódios conhecidos como Crimes de Maio. As vítimas foram os policiais militares Nelson Pinto e Marcos Henrique dos Santos Moraes.
O advogado Bruno Ferullo Rita, que representa Marcola, afirmou que a presença física diante dos jurados integra a garantia constitucional de plenitude de defesa. Segundo a defesa, a videoconferência é uma medida excepcional e não pode ser fundamentada apenas em alegações genéricas sobre os riscos de custódia.
A defesa informou que vai recorrer da decisão e buscar a participação presencial de Marcola no julgamento.
Fonte: g1