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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

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Governo de SP assina PPP de R$ 6 bilhões para nova sede no Centro

Governo de SP assina PPP de R$ 6 bilhões para construir nova sede administrativa no Centro, com concessão de 30 anos.

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O governo de São Paulo assinou na quinta-feira (22) o contrato de parceria público-privada (PPP) para construir a nova sede administrativa do estado na região central da capital. O acordo, publicado no Diário Oficial nesta sexta-feira (23), tem valor estimado de R$ 6 bilhões e prazo de 30 anos.

O Consórcio MEZ-RZK Novo Centro será responsável pela construção, operação e manutenção do complexo no entorno da Praça Princesa Isabel. O grupo venceu o leilão ao oferecer desconto de 9,62% sobre a contraprestação pública, que ficará em R$ 69,2 milhões mensais, ante o teto de R$ 76,6 milhões.

O governo estadual prevê aplicar cerca de R$ 3,4 bilhões do Tesouro ao longo da concessão. A remuneração da empresa privada estará vinculada ao cumprimento de metas de desempenho e dos parâmetros previstos no contrato.

O projeto prevê a transferência da sede administrativa do Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, para um complexo com sete edifícios e dez torres. A estrutura deverá abrigar o gabinete do governador e 28 secretarias e órgãos estaduais, reunindo cerca de 22 mil servidores hoje distribuídos em mais de 40 endereços.

Também estão previstas a restauração de 17 imóveis tombados, a ampliação e requalificação da Praça Princesa Isabel, a criação de áreas exclusivas para pedestres e a implantação de espaços comerciais, teatro, auditórios e salas multiuso. O Palácio dos Campos Elíseos será restaurado e integrado ao complexo como espaço institucional.

O cronograma estabelece que o primeiro ano será dedicado aos projetos, licenciamentos, intervenções no Terminal Luz e desapropriações. As obras das quadras e das áreas de urbanização devem começar a partir do terceiro ano, com primeiras entregas previstas para o quarto ano e conclusão das demais quadras no quinto.

Para viabilizar o empreendimento, cerca de 230 imóveis residenciais deverão ser desapropriados. Segundo o planejamento divulgado, aproximadamente 600 famílias foram identificadas na área de intervenção, e os custos das desapropriações estão estimados em R$ 500 milhões.

O plano inclui ainda mais de 6 mil moradias na região central, com 55% destinadas à população de baixa renda. A estimativa do governo é de que a construção gere cerca de 38 mil empregos e seja concluída até 2030.

Fonte: g1

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