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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

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Acampamento por moradia completa um mês em Madri

Acampamento instalado na Puerta del Sol, em Madri, completa um mês de protesto contra a crise habitacional na Espanha.

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Um acampamento instalado na Puerta del Sol, no centro de Madri, completa um mês de ocupação nesta sexta-feira (23) em defesa do direito à moradia na Espanha. A estrutura reúne barracas, refeitório, biblioteca, enfermaria e espaços para assembleias.

A mobilização ocorre em meio à crise habitacional e ganhou força após o despejo de Maricarmen Abascal, de 87 anos, do apartamento onde viveu por sete décadas. Ela morreu pouco depois e é lembrada em um altar com velas e flores no acampamento.

Segundo os organizadores, a ocupação ajudou a pressionar o governo de Pedro Sánchez e contribuiu para a antecipação das eleições gerais, marcadas para 29 de novembro. O grupo pretende permanecer na praça até ser retirado à força ou até que ocorram mudanças nas políticas habitacionais.

A estrutura conta com voluntários da área da saúde, que oferecem primeiros socorros e atendimento psicológico e social. Orlando Santander, técnico de saúde de 42 anos, afirmou à AFP que médicos da região também disponibilizaram consultórios particulares para casos que não podem ser tratados na enfermaria.

O governo de Sánchez descartou desocupar o local. A ocupação, porém, é criticada pelo prefeito de Madri, José Luis Martínez-Almeida, e pela presidente da região, Isabel Díaz Ayuso, que tentou obter judicialmente a desocupação da praça e determinou o fechamento temporário da estação de metrô sob as barracas, alegando falta de higiene.

Comerciantes da região estão divididos. Pedro Mora, dono de uma loja de artigos de couro, disse que perdeu um terço do faturamento, enquanto a livraria feminista Mujeres oferece aos manifestantes acesso a banheiro, carregadores de celular, guarda de pertences e espaço para descanso.

Os manifestantes afirmam que o custo da moradia justifica a permanência no local. O aluguel médio de um apartamento de 50 metros quadrados em Madri é estimado em cerca de 1.170 euros mensais, quase metade do salário bruto médio.

Fonte: O Globo

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