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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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Gregos protestam por mais recursos para educação e melhores salários

Estudantes, professores e servidores protestam na Grécia por mais investimento em educação e melhores salários.

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Estudantes, professores e funcionários públicos protestaram nesta quarta-feira (21) em Atenas, Tessalônica e Patras, na Grécia, contra o custo de vida e os problemas do sistema educacional. Segundo um porta-voz da polícia, cerca de 5 mil pessoas participaram do ato na capital, 3 mil em Tessalônica e outras 3 mil em Patras.

Os manifestantes pedem mais investimento público na educação e aumento salarial. O movimento ocorre de forma semelhante aos protestos registrados na França e a outras manifestações estudantis em países europeus.

Na noite de terça-feira (20), dezenas de estudantes montaram barracas na Praça Syntagma, em frente ao Parlamento grego, em Atenas, e em uma rua para pedestres de Tessalônica, de acordo com a agência AFP.

“Os edifícios escolares são péssimos e mal conservados. Gesso caindo, janelas quebradas, aquecimento que não funciona”, afirmou Yiannis Papanikolaou, estudante de 17 anos de Atenas.

Um complexo escolar da capital está fechado há duas semanas após um vazamento de gás que deixou 4 mil alunos sem aulas. O caso continua sob investigação.

Em 2023, a Grécia destinou 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) à educação, abaixo da média de 4,7% da União Europeia, segundo a Eurostat. O sindicato dos docentes do ensino médio OLME estima que faltem 15 mil professores nas escolas do país.

O salário mínimo grego, mesmo após reajustes recentes, não ultrapassa 920 euros líquidos por mês, cerca de R$ 5.180. Em setembro, a inflação no país chegou a 5,1%, acima da média de 3,8% da zona do euro, também segundo a Eurostat.

Na segunda-feira (19), o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis afirmou que a Grécia não voltará ao período de grande agitação social registrado durante a crise financeira.

Fonte: O Globo

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