Ir para o conteúdo

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

MUNDO

Exército de Israel detém candidato democrata dos EUA na Cisjordânia

Candidato democrata à Câmara dos EUA, Brad Lander foi detido durante uma missão de colheita de azeitonas com agricultores palestinos na Cisjordânia.

Compartilhe
WhatsApp

Brad Lander, candidato do Partido Democrata à Câmara dos Deputados dos Estados Unidos por Nova York, foi detido pelo Exército israelense nesta quarta-feira (21), na Cisjordânia, enquanto participava de uma missão voluntária de colheita de azeitonas com agricultores palestinos.

Lander afirmou na rede social X que estava acompanhado por rabinos e outros voluntários em um olival perto de Nehalim. Segundo ele, a detenção durou cerca de três horas, e dezenas de participantes israelenses e estrangeiros continuavam sob custódia.

O político disse que recebeu uma advertência ao ser liberado e que militares classificaram como ilegal a colheita, alegando perturbação da ordem pública. Lander afirmou ainda que foi solto por ser agente público.

O Exército israelense informou ter detido dezenas de pessoas perto do assentamento de Beitar Illit por causa do risco à segurança provocado por uma colheita não coordenada nas proximidades de uma comunidade israelense.

Segundo os militares, a atividade exigia um pedido prévio às autoridades. O grupo Protect the Harvest, responsável pela organização das missões, informou que os voluntários estrangeiros foram levados à base militar de Etzion, enquanto os israelenses ficaram em uma delegacia de Beitar Illit.

A colheita de azeitonas é uma fonte de renda para comunidades palestinas na Cisjordânia. A missão reuniu cerca de 60 voluntários, dos quais aproximadamente 40 eram estrangeiros, segundo Lander.

A detenção ocorreu em meio ao aumento de ataques de colonos israelenses contra palestinos na Cisjordânia. Na semana anterior, a jornalista Heidi Levine, do Washington Post, foi ferida durante a cobertura da colheita, e colonos também agrediram autoridades e diplomatas europeus que acompanhavam a atividade.

Fonte: O Globo

Leia também