Estudantes, professores e funcionários públicos protestaram nesta quarta-feira (21) em Atenas, Tessalônica e Patras, na Grécia, contra o custo de vida e as deficiências do sistema educacional. Segundo um porta-voz da polícia, cerca de 5 mil pessoas participaram do ato na capital, 3 mil em Tessalônica e outras 3 mil em Patras.
Os manifestantes pedem mais investimento público em educação e aumento salarial. O movimento ocorre em paralelo a protestos na França e a mobilizações estudantis em outros países europeus.
Na noite de terça-feira (20), dezenas de estudantes montaram barracas na Praça Syntagma, em frente ao Parlamento grego, em Atenas, e em uma rua de pedestres de Tessalônica, de acordo com a agência AFP.
Os estudantes também criticam as condições das escolas. Yiannis Papanikolaou, de 17 anos, afirmou que há prédios malconservados, com gesso caindo, janelas quebradas e sistemas de aquecimento sem funcionar.
Um complexo escolar em Atenas está fechado há duas semanas após um vazamento de gás que deixou 4 mil alunos sem aulas. O caso continua sob investigação.
Em 2023, a Grécia destinou 3,3% do Produto Interno Bruto à educação, abaixo da média de 4,7% da União Europeia, segundo a Eurostat. O sindicato dos professores do ensino médio OLME estima que faltem 15 mil docentes nas escolas do país.
O salário mínimo grego, apesar de reajustes recentes, não ultrapassa 920 euros líquidos por mês. Em setembro, a inflação no país chegou a 5,1%, acima da média de 3,8% da zona do euro, também segundo a Eurostat.
Na segunda-feira (19), o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis afirmou que a Grécia não voltará ao período de forte agitação social registrado durante a crise financeira.
Fonte: O GLOBO