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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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França prorroga toque de recolher e reforça policiamento

França prorroga toques de recolher após distúrbios e promete reforço policial para novas manifestações no sábado.

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O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, anunciou nesta terça-feira (20) a prorrogação dos toques de recolher em cidades onde a situação exigir e prometeu uma mobilização policial maciça para os protestos previstos para sábado. As medidas foram adotadas após manifestações contra o custo de vida terminarem com mais de 3 mil lojas saqueadas e 2,5 mil pessoas detidas.

Segundo Lecornu, as restrições ajudaram a conter a violência na noite de segunda-feira. Os toques de recolher foram aplicados em áreas de Paris, Marselha e Lyon, além de cidades como Nice, Lille, Denain e Douai, em alguns casos para menores de idade.

Em Nice, as medidas ficarão em vigor até domingo. Em Marselha, o prefeito Benoît Payan confirmou a extensão do toque de recolher para menores em determinadas áreas do centro até a noite desta terça-feira.

Os distúrbios começaram no sábado, quando protestos liderados por estudantes e apoiados por sindicatos se fragmentaram em grupos envolvidos em saques e depredações. Autoridades afirmam que mais de 2,5 mil pessoas foram presas, enquanto prédios públicos e estabelecimentos comerciais foram atacados.

Em sessão na Assembleia Nacional, Lecornu acusou, sem apresentar provas, grupos de ultraesquerda de planejar uma insurreição. O governo e a líder da extrema direita Marine Le Pen também acusaram o candidato da esquerda radical Jean-Luc Mélenchon e seu partido, A França Insubmissa, de incentivar a violência.

O primeiro-ministro reconheceu que a resposta das forças de segurança foi insuficiente durante os protestos de 17 de outubro. A oposição e os prefeitos de Paris, Marselha e Lyon criticaram o planejamento policial e pediram uma investigação independente.

Enquanto o governo se prepara para novas manifestações contra o custo de vida, a Justiça iniciou julgamentos acelerados em Paris e Marselha. O ministro da Justiça, Gérald Darmanin, afirmou que mais de 700 pessoas devem ser julgadas nos próximos dias e que 123 estavam presas preventivamente ou por força de mandados.

Na cidade de Limoges, um homem de 34 anos identificado pela polícia como integrante da ultraesquerda foi preso sob suspeita de envolvimento no incêndio que destruiu a sede da prefeitura. Cerca de 50 investigações criminais conduzidas por magistrados estão em andamento, segundo as autoridades.

Fonte: O Globo

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