Autoridades francesas detiveram 1.435 pessoas durante manifestações realizadas no sábado, 24 de outubro, contra a perda de poder de compra e a deterioração dos serviços públicos. Segundo o ministro do Interior, Laurent Núñez, 267 agentes de segurança e cerca de 150 manifestantes ficaram feridos.
Núñez afirmou que o dia foi controlado e não registrou incidentes graves, mas houve violência em alto nível contra as forças de segurança. Entre os manifestantes feridos, três estavam em estado considerado grave, segundo o ministro, que anunciou investigações internas sobre possíveis excessos policiais.
O ministro disse que a situação deve continuar tensa nos próximos dias e confirmou a prorrogação de toques de recolher adotados por algumas autoridades locais. Novas manifestações estão previstas para o próximo sábado.
O presidente Emmanuel Macron alertou para os riscos à segurança pública e criticou o uso das redes sociais como instrumentos de mobilização para o que chamou de “pior” da sociedade. Durante uma visita a Marselha, ele afirmou que os protestos serão mantidos fora dos trajetos dos centros urbanos para evitar distúrbios.
Macron também reconheceu que o governo foi surpreendido pela dimensão dos protestos de 17 de outubro e pela intensidade dos atos de violência. Segundo ele, a ordem pública foi preservada sem a adoção do estado de emergência.
Os museus do Louvre, d’Orsay, Picasso, Grand Palais e Orangerie permaneceram fechados no sábado por causa das manifestações previstas em Paris. A feira internacional de arte contemporânea Art Basel Paris também foi encerrada dois dias antes do previsto.
Fonte: O Globo