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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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ELEIÇÕES

Zanin pede informações ao TSE sobre segundo turno no Rio

Zanin pede informações ao TSE sobre decisão que afastou o segundo turno para governador do Rio, mas não concede liminar ao PSD.

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O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informações sobre a decisão que afastou a realização do segundo turno para governador do Rio de Janeiro. Relator da ação apresentada pelo PSD e por Eduardo Paes, Zanin também encaminhou o caso à Advocacia-Geral da União (AGU) e à Procuradoria-Geral da República (PGR).

O despacho, assinado na sexta-feira (16), não concedeu a liminar solicitada pelo partido nem determinou o restabelecimento da segunda votação. O TSE deverá prestar esclarecimentos no prazo previsto em lei; depois, AGU e PGR deverão se manifestar.

A ação busca reverter os efeitos da decisão do TSE que anulou definitivamente os 274.411 votos recebidos pelo ex-governador Anthony Garotinho, do Republicanos, no primeiro turno, realizado em 4 de outubro.

Com a retirada desses votos da totalização, Douglas Ruas (PL), que recebeu 4.271.199 votos, ou 49,27% do total computado, passou a superar a maioria absoluta dos votos válidos e foi considerado eleito no primeiro turno. Eduardo Paes (PSD) ficou em segundo lugar, com 3.706.984 votos, equivalentes a 42,76%.

O PSD argumenta que os votos de Garotinho deveriam continuar na base de cálculo porque o candidato constava na urna eletrônica no dia da eleição. Para o partido, a anulação posterior não poderia alterar a regra usada para definir a necessidade de um segundo turno.

A legenda pede que o STF suspenda os efeitos da decisão do TSE e determine a realização de uma segunda votação entre Paes e Ruas. O pedido prevê a votação em 25 de outubro ou em outra data anterior à diplomação, caso a primeira opção não seja possível.

Até uma nova decisão judicial, o despacho de Zanin não modifica os efeitos da determinação do TSE. A análise do pedido de urgência e do mérito da ação ainda ocorrerá após a tramitação definida pelo ministro.

Fonte: g1

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