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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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ELEIÇÕES

Debate entre Lula e Flávio prioriza ataques e deixa propostas em segundo plano

Lula e Flávio Bolsonaro trocam acusações em debate da Band, enquanto propostas para economia e segurança ficam sem detalhamento.

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Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) trocaram acusações no primeiro confronto direto da campanha eleitoral, realizado em debate da Band, enquanto apresentaram poucas propostas detalhadas para o país.

Os programas de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os discursos públicos e o horário eleitoral delinearam apenas as linhas gerais das candidaturas. Temas centrais, como economia, segurança pública e endividamento, não foram aprofundados no encontro.

Lula concentrou a campanha na defesa de seu legado e da continuidade de políticas públicas. Flávio explorou a promessa de mudança e a insatisfação com o governo.

Na economia, as campanhas apresentaram propostas distintas, mas sem detalhar como pretendem equilibrar as contas públicas. A dívida bruta do país chegou a 82,86% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto, maior índice desde março de 2021, segundo os dados citados na reportagem.

A campanha de Lula acusa Flávio de planejar cortes em programas como Bolsa Família e Farmácia Popular dentro do chamado “tesouraço”. O senador nega a acusação e promete reajustes acima da inflação para as aposentadorias do INSS.

A equipe econômica de Flávio estuda um ajuste equivalente a 1,5% do PIB no primeiro ano de governo, cerca de R$ 200 bilhões. A proposta inclui rever o arcabouço fiscal, reduzir supersalários, cargos comissionados e ministérios e envolver os demais Poderes no esforço, mas não detalha a origem da economia necessária.

Lula, por sua vez, ampliou benefícios durante a campanha, com o reajuste do Bolsa Família para R$ 691, a redução a zero dos impostos federais sobre a gasolina e a promessa de uma PEC para garantir transporte público gratuito nos fins de semana. A campanha também defende a revisão de benefícios tributários e a desaceleração de despesas obrigatórias, sem apresentar uma meta de economia ou um plano detalhado.

Os dois candidatos também apresentaram propostas para o endividamento. Lula aposta no Desenrola 3.0, lançado em setembro, enquanto Flávio citou o SOS Brasil, programa que prevê um fundo com royalties do petróleo, imóveis da União e securitização de créditos para renegociar dívidas de pessoas e empresas.

Na segurança pública, Flávio defendeu a redução da maioridade penal, a ampliação do sistema prisional e a construção de cinco presídios federais e 500 mil vagas estaduais em quatro anos, sem estimativa de custos. Lula prometeu criar o Ministério da Segurança Pública após a aprovação de uma PEC, transformar 138 presídios estaduais em unidades de segurança máxima e ampliar operações da Polícia Federal contra o crime organizado.

Para o cientista político Leandro Gabiati, diretor da consultoria Dominium, a polarização levou as propostas para o segundo plano. O próximo debate entre os candidatos está marcado para sexta-feira, na TV Globo.

Fonte: O GLOBO

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