Protestos liderados por jovens tomaram as ruas de países europeus neste fim de semana contra o custo de vida, a deterioração dos serviços públicos, o preço da moradia e denúncias de corrupção.
Na França, entre 550 mil e 800 mil pessoas participaram dos atos de sábado, segundo autoridades e a central sindical CGT. Mais de 1.800 pessoas foram presas, cerca de 1.500 lojas foram danificadas e mais de 500 policiais, gendarmes e bombeiros ficaram feridos, de acordo com o ministro do Interior, Laurent Nuñez.
A mobilização francesa reuniu integrantes do movimento dos Coletes Amarelos e estudantes que protestam desde setembro por melhores condições nas escolas. Embora a maior parte das marchas tenha sido pacífica, houve saques e ataques a prédios públicos, incluindo o incêndio que destruiu parte da prefeitura de Limoges.
Na Bélgica, manifestantes protestaram em Bruxelas e Liège contra o aumento dos custos da educação e reformas que, segundo grupos estudantis, podem dificultar o acesso ao ensino superior. A polícia usou gás lacrimogêneo e canhões de água durante confrontos na capital.
Na Itália, atos estudantis contra o custo de vida, os baixos salários e a insegurança no emprego terminaram em confrontos em Bolonha, Milão e Turim. Em Roma, um protesto sindical pacífico reuniu dezenas de milhares de pessoas, e a CGIL anunciou uma greve geral para 20 de novembro.
Em Lisboa, centenas de manifestantes montaram tendas na Praça do Rossio após uma marcha contra o preço da moradia e o custo de vida. Segundo dados oficiais, os preços das habitações em Portugal subiram 124% entre 2015 e 2024, quase o dobro da média da União Europeia.
Na Albânia, estudantes e outros manifestantes entraram no sexto dia consecutivo de confrontos neste domingo. Os atos começaram em junho e passaram a exigir a renúncia do primeiro-ministro Edi Rama após denúncias de corrupção ligadas ao governo, acusações que ele nega.
Na Tunísia, mais de 3 mil pessoas marcharam em Túnis no sábado contra a alta do custo de vida e o retrocesso nas liberdades. O protesto foi convocado pela central sindical UGTT e por partidos de oposição.
Fonte: O Globo