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domingo, 18 de outubro de 2026

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Protestos liderados por jovens avançam pela Europa contra o custo de vida

Protestos liderados por jovens contra o custo de vida mobilizam países europeus e deixam presos, feridos e danos a prédios públicos.

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Protestos liderados por jovens contra o custo de vida, a precarização dos serviços públicos e denúncias de corrupção mobilizaram manifestantes em vários países europeus neste fim de semana, com confrontos e prisões na França, na Bélgica, na Itália e na Albânia.

Na França, entre 550 mil e 800 mil pessoas participaram dos atos de sábado, segundo as autoridades e a central sindical CGT. Mais de 1.800 pessoas foram presas, cerca de 1.500 lojas foram danificadas e mais de 500 policiais, gendarmes e bombeiros ficaram feridos, de acordo com o ministro do Interior, Laurent Nuñez.

A mobilização francesa reuniu o movimento dos Coletes Amarelos e estudantes que protestam desde setembro por melhores condições nas escolas. Houve saques e ataques a prédios públicos, incluindo um incêndio que destruiu grande parte da prefeitura de Limoges.

Na Bélgica, algumas centenas de pessoas protestaram no centro de Bruxelas contra o aumento dos custos da educação e reformas que, segundo grupos estudantis, podem dificultar o acesso ao ensino superior. A polícia usou gás lacrimogêneo e canhões de água; também houve manifestação em Liège.

Na Itália, atos contra o custo de vida, os baixos salários e a insegurança no emprego terminaram em confrontos em Bolonha, Milão e Turim. Em Roma, dezenas de milhares participaram de uma manifestação sindical pacífica, durante a qual o secretário-geral da CGIL, Maurizio Landini, anunciou uma greve geral para 20 de novembro.

Em Lisboa, centenas de manifestantes montaram tendas na Praça do Rossio após uma marcha contra o preço da moradia e o custo de vida. Os preços da habitação em Portugal subiram 124% entre 2015 e 2024, segundo dados oficiais citados na reportagem.

Na Albânia, estudantes e outros manifestantes chegaram ao sexto dia consecutivo de confrontos em Tirana. No sábado, eles lançaram pedras e coquetéis molotov contra a tropa de choque que protegia o Ministério da Educação, enquanto a polícia respondeu com canhões de água e gás lacrimogêneo.

Os protestos albaneses começaram em junho e passaram a exigir a saída do primeiro-ministro Edi Rama após denúncias de corrupção ligadas à administração. Rama nega ter conhecimento de irregularidades e atribui os atos à oposição e a uma suposta influência estrangeira.

Na Tunísia, mais de 3 mil pessoas marcharam em Túnis contra a alta do custo de vida e o retrocesso nas liberdades. O ato foi convocado pela central sindical UGTT e por partidos de oposição, sob forte presença policial.

Fonte: O Globo

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