Protestos liderados principalmente por jovens se espalharam por França, Bélgica, Itália, Portugal e Albânia no sábado, 17 de outubro, contra o custo de vida, a precarização dos serviços públicos, o preço da moradia e denúncias de corrupção.
Na França, entre 550 mil e 800 mil pessoas participaram dos atos, segundo autoridades e a central sindical CGT. Mais de 1.800 pessoas foram presas, cerca de 1.500 lojas foram danificadas e mais de 500 policiais, gendarmes e bombeiros ficaram feridos, de acordo com o ministro do Interior, Laurent Nuñez.
Em Limoges, um incêndio destruiu grande parte da prefeitura, um prédio do século XIX. O governo atribuiu a violência à ultraesquerda e ao partido França Insubmissa, enquanto o líder da legenda, Jean-Luc Mélenchon, responsabilizou o primeiro-ministro Sébastien Lecornu pelo caos.
Na Bélgica, manifestantes protestaram em Bruxelas e Liège contra o aumento dos custos da educação e reformas que, segundo grupos estudantis, podem dificultar o acesso ao ensino superior. A polícia usou gás lacrimogêneo e canhões de água em Bruxelas.
Na Itália, atos estudantis contra o custo de vida, os baixos salários e a insegurança no emprego terminaram em confrontos em Bolonha, Milão e Turim. Em Roma, uma manifestação sindical reuniu dezenas de milhares de pessoas, e a central CGIL anunciou uma greve geral para 20 de novembro.
Em Lisboa, centenas de manifestantes montaram tendas na Praça do Rossio após uma marcha contra o preço da moradia e o custo de vida. Em Portugal, os preços da habitação subiram 124% entre 2015 e 2024, segundo dados oficiais.
Na Albânia, estudantes e outros manifestantes entraram no sexto dia consecutivo de confrontos em Tirana. Eles exigem a renúncia do primeiro-ministro Edi Rama, cujo governo é alvo de denúncias de corrupção; Rama nega ter conhecimento de irregularidades e atribui os atos à oposição e a atores estrangeiros.
Na Tunísia, mais de 3 mil pessoas marcharam em Túnis contra a alta do custo de vida e o retrocesso nas liberdades. O ato foi convocado pela central sindical UGTT e por partidos de oposição.
Fonte: O Globo