Ir para o conteúdo

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

MUNDO

Protestos de jovens contra custo de vida se espalham pela Europa

Protestos liderados por jovens contra o custo de vida e a precarização dos serviços públicos atingem países da Europa e a Tunísia.

Compartilhe
WhatsApp

Protestos liderados por jovens tomaram as ruas de países europeus no sábado (17), com reivindicações contra o custo de vida, a precarização dos serviços públicos, o preço da moradia e denúncias de corrupção. França, Bélgica, Itália, Portugal e Albânia registraram manifestações, algumas marcadas por confrontos com a polícia.

Na França, entre 550 mil e 800 mil pessoas participaram dos atos, segundo as autoridades e a central sindical CGT. Mais de 1.800 pessoas foram presas, cerca de 1.500 lojas foram danificadas e mais de 500 policiais, gendarmes e bombeiros ficaram feridos, informou o ministro do Interior, Laurent Nuñez.

As marchas francesas foram convocadas pelo movimento dos Coletes Amarelos e reuniram estudantes que protestam desde setembro por melhores condições nas escolas. Em Limoges, um incêndio destruiu grande parte da prefeitura, um prédio do século XIX.

Na Bélgica, algumas centenas de pessoas protestaram em Bruxelas contra o aumento dos custos da educação e reformas que, segundo grupos estudantis, podem dificultar o acesso ao ensino superior. A polícia usou gás lacrimogêneo e canhões de água; também houve mobilização em Liège.

Na Itália, atos estudantis contra o custo de vida, os baixos salários e a insegurança no emprego terminaram em confrontos em Bolonha, Milão e Turim. Em Roma, dezenas de milhares participaram de uma manifestação sindical pacífica, durante a qual foi anunciada uma greve geral para 20 de novembro.

Em Lisboa, centenas de manifestantes montaram dezenas de tendas na Praça do Rossio após uma marcha contra o preço da moradia e o custo de vida. O acampamento ampliou uma mobilização iniciada no Porto.

Na Albânia, os confrontos chegaram ao sexto dia consecutivo neste domingo (18). Em Tirana, manifestantes mascarados atiraram pedras e coquetéis molotov contra a polícia que protegia o Ministério da Educação; os atos também pedem a renúncia do primeiro-ministro Edi Rama.

Os protestos albaneses começaram em junho e passaram a mirar o governo após denúncias de corrupção ligadas à administração de Rama. O primeiro-ministro nega ter conhecimento de irregularidades e atribui as manifestações à oposição e a uma suposta influência estrangeira.

Na Tunísia, mais de 3 mil pessoas marcharam em Túnis no sábado contra a alta do custo de vida e o retrocesso nas liberdades. A manifestação foi convocada pela central sindical UGTT e por partidos de oposição.

Fonte: O Globo

Leia também