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domingo, 18 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Livro e discursos de Flávio Bolsonaro registram defesa da ditadura

Livro e discursos de Flávio Bolsonaro registram defesa do regime militar e críticas a investigações sobre crimes da ditadura.

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu o regime militar e criticou iniciativas de investigação sobre crimes da ditadura em um livro e em discursos feitos durante sua trajetória política.

As declarações aparecem em Mito ou verdade, lançado em 2017, e em pronunciamentos realizados quando Flávio exercia mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O senador também participou de atos em defesa do regime e da data de 31 de março.

Na obra, Flávio exalta o golpe de 1964 e os agentes da repressão. Ele classifica o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra como um homem que teria cumprido seu papel de defender a pátria e critica a Comissão Nacional da Verdade.

O senador afirma que a comissão tentou reescrever a história sob a perspectiva de grupos de esquerda. Também sugere, segundo o conteúdo do livro, uma versão sobre a morte do ex-deputado Rubens Paiva diferente da reconhecida pelas investigações sobre a repressão política.

Em discursos de 2004, 2009, 2010 e 2011, Flávio manifestou orgulho pelos militares, contestou a caracterização do regime como golpe e defendeu a importância de combater essa interpretação.

A publicação e os pronunciamentos são apresentados em uma coluna como parte da atuação política de Flávio e de seu pai, Jair Bolsonaro, em defesa do autoritarismo. O texto relaciona essa posição ao fato de Flávio ter nascido em 30 de abril de 1981, data do atentado do Riocentro, embora ressalte que ele não tem responsabilidade pelo episódio.

Fonte: O Globo

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