Ir para o conteúdo

domingo, 18 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

POLÍTICA

Coluna recupera declarações de Flávio Bolsonaro sobre a ditadura

Coluna reúne declarações de Flávio Bolsonaro em defesa da ditadura militar e de agentes da repressão ao longo de sua trajetória política.

Compartilhe
WhatsApp

Em coluna publicada em outubro de 2026, Bernardo Mello Franco reúne declarações e posições públicas de Flávio Bolsonaro em defesa do regime militar e de agentes da repressão. O texto também relaciona a trajetória política do senador à defesa do autoritarismo.

A coluna lembra que Flávio nasceu em 30 de abril de 1981, data do atentado do Riocentro, quando duas bombas foram transportadas por militares para um show no Rio de Janeiro. O episódio, segundo investigações posteriores, tinha como objetivo provocar pânico, atribuir a ação à esquerda e atingir o processo de redemocratização.

O texto ressalta que o nascimento na data do atentado não é uma escolha, mas afirma que as posições adotadas na vida adulta são de responsabilidade de cada pessoa. Como exemplo, cita o livro Mito ou verdade, lançado em 2017, no qual Flávio elogia o golpe de 1964, o regime militar e agentes da repressão.

Segundo a coluna, o senador também descreve o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra como um militar íntegro que cumpriu seu papel de defender o país. Flávio ainda critica a Comissão Nacional da Verdade e contesta versões reconhecidas sobre a morte do ex-deputado Rubens Paiva.

O artigo recupera discursos feitos por Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro entre 2004 e 2011. Nas falas, ele defendeu os resultados atribuídos ao regime militar, afirmou ter orgulho dos militares e rejeitou a classificação do período como golpe.

A coluna também menciona a atuação política de Jair Bolsonaro em defesa da ditadura e sua presença durante o depoimento de um militar investigado no caso Riocentro, reaberto pelo Ministério Público Federal em 2014. De acordo com o texto, o então deputado atacou a Comissão da Verdade e defendeu uma nova Operação Condor.

Para Bernardo Mello Franco, as posições registradas ao longo da carreira podem voltar ao debate eleitoral, especialmente após os ataques de 8 de janeiro e a condenação de militares envolvidos em ações golpistas. O autor avalia que declarações anteriores dificultam o afastamento do tema da ditadura na campanha de Flávio Bolsonaro.

Fonte: O Globo

Leia também