O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defende a ditadura militar em discursos e no livro "Mito ou verdade", lançado em 2017, segundo coluna de Bernardo Mello Franco publicada por O Globo. O parlamentar também já celebrou o golpe de 1964 em pronunciamentos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Na obra, Flávio exalta o regime autoritário e afirma que agentes da repressão deveriam ser tratados como "heróis nacionais". Ele também elogia o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, descrito no livro como um homem "correto" e "íntegro" que teria cumprido seu papel na defesa do país.
O senador critica a Comissão Nacional da Verdade, criada para investigar violações cometidas durante a ditadura, e acusa o órgão de tentar reescrever a história sob a perspectiva de grupos de esquerda. O texto também registra que ele questiona a versão sobre a morte do ex-deputado Rubens Paiva, assassinado após ser levado ao DOI-Codi.
Durante seus mandatos na Assembleia Legislativa do Rio, Flávio fez discursos em defesa do regime militar. Em falas de 2004, 2009, 2010 e 2011, afirmou que a ditadura promoveu avanços no país, manifestou orgulho dos militares e negou que tivesse ocorrido um golpe.
A coluna também relaciona a atuação de Jair Bolsonaro à defesa da ditadura e da impunidade de agentes da repressão. Em 2014, quando o Ministério Público Federal reabriu o caso Riocentro, o então deputado acompanhou o depoimento de um militar investigado, atacou a Comissão da Verdade e defendeu uma reedição da Operação Condor, segundo o texto.
Flávio Bolsonaro nasceu em 30 de abril de 1981, data do atentado do Riocentro, quando militares transportaram bombas destinadas a um show no Rio de Janeiro. A coluna ressalta que o senador não tem responsabilidade pela data de nascimento, mas sustenta que suas posições políticas posteriores o aproximam da defesa do autoritarismo.
Fonte: O Globo