Em coluna publicada em outubro de 2026, Bernardo Mello Franco afirma que Flávio Bolsonaro mantém, em livros e discursos, posições favoráveis ao regime militar e contrárias à Comissão Nacional da Verdade.
O texto relaciona a trajetória política do senador ao atentado do Riocentro, ocorrido em 30 de abril de 1981, mesma data do nascimento de Flávio, em Resende. Segundo a coluna, duas bombas seriam usadas para provocar pânico em um show e atribuir a ação à esquerda.
O autor ressalta que Flávio não pode ser responsabilizado pela data de nascimento, mas afirma que suas escolhas políticas na vida adulta o aproximaram da defesa da ditadura.
No livro Mito ou verdade, lançado em 2017, Flávio elogia o golpe de 1964, o regime militar e agentes da repressão. A obra também critica a Comissão Nacional da Verdade e questiona a versão sobre a morte do ex-deputado Rubens Paiva.
O senador ainda classifica o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra como um militar correto e íntegro, segundo trechos reproduzidos na coluna. Ustra foi reconhecido pela Justiça como responsável por torturas cometidas durante a ditadura.
Durante sua passagem pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Flávio fez discursos anuais em defesa do regime militar. Em declarações feitas entre 2004 e 2011, afirmou que o período trouxe avanços ao país e rejeitou a definição de golpe para o movimento de 1964.
A coluna também relembra a atuação de Jair Bolsonaro em defesa da ditadura e dos militares acusados de tortura. Em 2014, quando o Ministério Público Federal reabriu o caso Riocentro, o então deputado acompanhou o depoimento de um militar investigado e criticou a Comissão da Verdade.
Para Bernardo Mello Franco, as posições públicas de Flávio devem integrar o debate eleitoral sobre democracia após os ataques de 8 de janeiro e a condenação de militares envolvidos em atos golpistas.
Fonte: O Globo