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domingo, 18 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Flávio Bolsonaro mantém defesa da ditadura em livro e discursos

Livro e discursos de Flávio Bolsonaro registram defesa da ditadura militar, elogios a Ustra e críticas à Comissão da Verdade.

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O senador Flávio Bolsonaro defende a ditadura militar e critica a Comissão Nacional da Verdade em declarações públicas e no livro Mito ou verdade, lançado em 2017, quando se preparava para disputar uma vaga no Senado.

Na obra, Flávio elogia o golpe de 1964 e agentes da repressão, incluindo o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. Ele descreve o militar como um homem que teria cumprido seu papel de defender a pátria e afirma que Ustra foi alvo de perseguição da imprensa.

O senador também acusa a Comissão da Verdade de tentar reescrever a história sob a perspectiva de grupos de esquerda. No livro, ainda questiona a versão sobre a morte do ex-deputado Rubens Paiva, assassinado sob custódia do DOI-Codi, ao sugerir envolvimento de grupos de esquerda.

Durante o período em que exerceu mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Flávio fez discursos anuais em defesa do regime militar. Em falas de 2004, 2009, 2010 e 2011, classificou como positiva a atuação dos militares, celebrou o aniversário do golpe e rejeitou a definição de 1964 como golpe militar.

O texto também relaciona a trajetória política de Flávio às posições do pai, Jair Bolsonaro, que historicamente defendeu o regime autoritário e criticou investigações sobre crimes da ditadura. Em 2014, durante a reabertura do caso Riocentro pelo Ministério Público Federal, Jair acompanhou o depoimento de um militar investigado e voltou a atacar a Comissão da Verdade.

O atentado do Riocentro ocorreu em 30 de abril de 1981, quando duas bombas seriam usadas para provocar pânico durante um show no Rio de Janeiro. Na mesma data, Flávio Bolsonaro nasceu em Resende, no interior fluminense.

Fonte: O Globo

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