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sábado, 17 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Perdão de dívidas pode beneficiar 3,6 milhões de MEIs

Perdão de dívidas pode beneficiar 3,6 milhões de MEIs, enquanto teto de faturamento sobe para R$ 110 mil em 2027.

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O Senado aprovou o perdão de dívidas tributárias de microempreendedores individuais (MEIs) e o aumento do limite anual de faturamento da categoria, mas as medidas ainda dependem de sanção presidencial e devem entrar em vigor em 1º de janeiro de 2027.

Segundo o Ministério do Empreendedorismo, cerca de 3,6 milhões de MEIs com débitos inscritos na Dívida Ativa da União podem ser beneficiados. As dívidas somam R$ 12,57 bilhões, com média de R$ 3.473 por empreendedor. O número pode ser maior porque o texto também inclui débitos que ainda não foram inscritos na Dívida Ativa.

O cancelamento será automático para a maioria dos microempreendedores. Quem contestar a cobrança na Justiça terá de comprovar a desistência do processo. O perdão abrange débitos acumulados até 13 de outubro de 2026 e não inclui dívidas com bancos.

De acordo com Décio Lima, presidente do Sebrae, o endividamento bancário será tratado pelo Desenrola 3.0.

O limite anual de faturamento do MEI subirá para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. Atualmente, o empreendedor pode faturar até R$ 97.200, equivalente a 20% acima do teto vigente, antes de ser desenquadrado no ano seguinte. Acima desse valor, a Receita pode exigir a mudança para microempresa.

O novo limite será proporcional para quem abrir o negócio durante o ano. Empresas do Simples Nacional que se enquadrarem nos novos tetos também poderão voltar ao regime de MEI após terem deixado a categoria por excesso de faturamento.

Segundo o professor Paulo Henrique Pêgas, do Ibmec RJ, a mudança pode ser vantajosa porque a contribuição do MEI corresponde a 5% do salário mínimo, acrescida de R$ 1 para comércio ou R$ 5 para serviços. No regime de microempresa, a tributação começa em 4% do faturamento.

Fonte: O Globo

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