A jogadora Tifanny Abreu obteve uma liminar da Justiça do Rio de Janeiro nesta sexta-feira, 16 de outubro, que garante sua participação pelo Osasco na partida contra o Praia Clube, pela Supercopa Feminina, e nos demais jogos da Superliga.
A decisão, assinada pelo juiz Antonio Luiz da Fonseca Lucchese, da 44ª Vara Cível da Comarca da Capital, determina que a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) libere a atleta para jogar. O descumprimento pode resultar em multa de R$ 5 mil por partida em que Tifanny seja impedida de atuar.
A CBV informou que cumprirá a ordem judicial em caráter excepcional e provisório, mas pretende apresentar os recursos cabíveis. A entidade também afirmou que a questão continua em análise na Justiça Desportiva, onde tramita um mandado de garantia, e que a tutela poderá ser reavaliada após o julgamento definitivo pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
O Osasco estreia na Superliga em 19 de outubro, contra o Brasília Vôlei/BRB. A inscrição de Tifanny havia permanecido pendente, enquanto as demais atletas do clube foram liberadas pela CBV.
A restrição está relacionada à política de elegibilidade anunciada pela CBV em 14 de agosto, alinhada às diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI). A norma prevê a triagem do gene SRY como critério para a participação na categoria feminina, com exceções estabelecidas no regulamento.
Tifanny e o Osasco recorreram ao Tribunal Pleno do STJD e também buscaram a Justiça comum. No início de outubro, durante o lançamento da Superliga, a atleta criticou a condução da mudança nas regras e afirmou estar “esgotada, exausta e profundamente humilhada”.
Fonte: O Globo