A Justiça do Rio de Janeiro concedeu, em 16 de outubro, liminar que assegura à jogadora Tifanny Abreu condição de jogo pelo Osasco na Supercopa Feminina e na Superliga 2026/2027. A decisão determina que a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) libere a atleta, sob pena de multa de R$ 5 mil por partida em caso de descumprimento.
A ordem foi assinada pelo juiz Antonio Luiz da Fonseca Lucchese, da 44ª Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro. A medida permitiu a participação de Tifanny no confronto entre Osasco e Praia Clube pela Supercopa, realizado na sexta-feira, e nos jogos seguintes da Superliga.
A CBV informou que apresentará os recursos cabíveis e aguardará o julgamento definitivo do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). A entidade classificou a decisão como provisória e afirmou que a questão continua em análise na Justiça Desportiva.
O Osasco estreia na Superliga em 19 de outubro, contra o Brasília Vôlei/BRB. A inscrição de Tifanny havia permanecido pendente, enquanto as demais atletas do clube foram liberadas.
A restrição está relacionada à política de elegibilidade anunciada pela CBV em 14 de agosto, alinhada às diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI). A norma prevê a triagem do gene SRY como critério para participação na categoria feminina, com exceções previstas no regulamento.
Em um evento de lançamento da Superliga realizado no início de outubro, Tifanny contestou a condução da mudança nas regras e lamentou a possibilidade de ficar fora da competição. "Estou esgotada, exausta e profundamente humilhada", afirmou a atleta, que representa o Osasco há seis temporadas.
Fonte: O Globo