O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (15) que o Túnel do Vale do Anhangabaú, no Centro da capital, deveria ter sido fechado antes da enchente que deixou 26 carros e dois ônibus submersos na quarta-feira (14).
Segundo Tarcísio, houve um alerta antes do alagamento, mas o bloqueio preventivo não foi feito. Ele afirmou que, mesmo com um sistema de bombeamento, a capacidade de escoamento pode ser superada quando um grande volume de água chega em poucos minutos.
A declaração ocorreu durante o lançamento da Operação El Niño, no Palácio dos Bandeirantes. O plano substitui a Operação Chuvas e prevê monitoramento contínuo até o fim de 2027, incluindo riscos de estiagem, ondas de calor, vendavais, incêndios florestais e temporais.
A Companhia de Engenharia de Tráfego informou que começou a bloquear faixas do túnel antes do agravamento da situação e fechou completamente a passagem por volta das 16h. Entre 16h07 e 16h10, o nível da água chegou a aproximadamente um metro, segundo a Prefeitura.
O prefeito Ricardo Nunes afirmou que a água subiu mais de um metro em três minutos e avaliou que o protocolo de resposta funcionou diante do volume de chuva. A administração municipal informou que as seis bombas do túnel operaram sem falhas, mas não conseguiram retirar a água na mesma velocidade em que ela entrou.
Foram registrados 42 milímetros de chuva na região do Anhangabaú em cerca de 40 minutos. O temporal também provocou alagamentos em outras áreas da cidade e a morte de uma mulher na Brasilândia, na Zona Norte, após um deslizamento de terra.
O Túnel do Vale do Anhangabaú já havia sido atingido por alagamentos. Em 1999, cerca de 160 veículos ficaram submersos na região; em 2021, uma forte chuva alagou uma das pistas no sentido Zona Sul.
Fonte: g1