O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta sexta-feira (16) da sessão de promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1, no Congresso Nacional, ao lado dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
A cerimônia ocorreu às vésperas do segundo turno da eleição e foi marcada pela ausência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, e de parlamentares alinhados a ele. Os partidos de Motta e Alcolumbre anunciaram apoio a Flávio.
Antes da sessão, Alcolumbre recebeu Lula na entrada da sala da Presidência do Senado. Os dois conversaram por cerca de dez minutos e seguiram lado a lado com Motta até o plenário.
Durante a cerimônia, Lula chamou os presidentes da Câmara e do Senado de amigos. Motta afirmou que “quis Deus que nosso destino fosse cruzado com esse grande brasileiro”, enquanto Alcolumbre disse que a presença do presidente reforçava “imensamente a importância deste momento para o país”.
Lula também mencionou o período de distanciamento entre ele e Alcolumbre. “Outro dia, parecia que eu e você éramos dois inimigos”, disse o presidente, ao que o senador respondeu: “Eu não fui avisado disso”.
A reaproximação entre Lula e Alcolumbre começou em agosto, após três meses sem contato, segundo o conteúdo original. O presidente do Senado e Motta buscam apoio do governo e do PT para tentar permanecer no comando das respectivas Casas em fevereiro de 2027.
Flávio Bolsonaro vinha criticando a PEC e defendendo uma alternativa baseada na negociação de jornadas flexíveis entre trabalhadores e empregadores. Na véspera da promulgação, porém, declarou apoio à medida, após pressão popular. Ele não participou presencialmente da votação realizada na quarta-feira, mas registrou voto favorável à distância.
A primeira-dama Janja da Silva acompanhou a sessão, que também teve a presença de ministros e de integrantes da coordenação da campanha de Lula, entre eles Edinho Silva, Sidônio Palmeira, João Campos e Rafael Fonteles.
Fonte: O Globo