Uma reportagem do Fantástico exibida em 15 de outubro de 2026 mostrou um repórter testando veículos capazes de acelerar, frear, mudar de faixa, reconhecer obstáculos e estacionar sem que o motorista toque no volante.
Os testes ocorreram em cidades como Nova York, São Francisco e Xangai. Durante os trajetos, os sistemas identificaram semáforos, pedestres, ciclistas e outros veículos, mas os modelos particulares apresentados foram classificados como nível 2 de automação e ainda exigem supervisão humana.
A direção autônoma combina câmeras, radares e sistemas de processamento de dados para interpretar o ambiente e orientar as decisões do veículo. A reportagem também mostrou um modelo chinês equipado com 11 câmeras e recursos como abertura de portas sem contato físico.
Segundo a classificação usada no setor, o nível 3 permite que o sistema assuma a condução em determinadas condições, desde que o motorista esteja pronto para retomar o controle. No nível 4, o veículo opera sozinho em áreas ou situações delimitadas; o nível 5 prevê automação completa.
A reportagem mostrou ainda táxis sem motorista em São Francisco e em Pudong, região de Xangai. Os serviços funcionam em áreas específicas, já que os sistemas são treinados para condições determinadas e podem exigir adaptações para operar em outras cidades.
Trânsito intenso, chuva, motocicletas, buracos, pedestres e obstáculos inesperados continuam entre os desafios da tecnologia. A coleta de dados pelos veículos também levanta questões sobre privacidade, monitoramento e uso das informações por montadoras e empresas de tecnologia.
China e Estados Unidos aparecem na reportagem como protagonistas da disputa por inteligência artificial aplicada ao transporte, baterias, chips e sistemas de processamento. O avanço do setor envolve tanto a capacidade de condução autônoma quanto o controle da infraestrutura e dos dados gerados pelos veículos.
Fonte: g1