Uma reportagem do Fantástico exibida em 15 de outubro de 2026 mostrou o repórter Felipe Santana testando veículos capazes de acelerar, frear, mudar de faixa, desviar de obstáculos e estacionar sem que o motorista toque no volante.
Durante a demonstração, um carro equipado com sistema de direção autônoma percorreu vias urbanas e identificou semáforos, ciclistas, pedestres e outros veículos. O sistema também tomou decisões de parada e retomada do movimento conforme as condições do trânsito.
Apesar das funções automatizadas, os carros particulares apresentados foram classificados como nível 2 de automação. Nessa categoria, o veículo pode controlar aceleração, frenagem e direção em determinadas situações, mas o motorista precisa supervisionar a condução e estar preparado para assumir o controle.
A reportagem também acompanhou testes com táxis sem motorista em São Francisco, nos Estados Unidos, e em Pudong, em Xangai, na China. Os serviços operam em áreas delimitadas e dependem de sistemas treinados para condições específicas de circulação.
Os veículos usam câmeras, radares e sistemas computacionais para interpretar o ambiente e orientar as decisões. Entre os desafios estão situações imprevisíveis, como trânsito intenso, motocicletas, pedestres, buracos, chuva e obstáculos que podem dificultar o reconhecimento pelas máquinas.
A disputa pelo desenvolvimento desses veículos envolve montadoras e empresas de tecnologia da China e dos Estados Unidos. Além da direção automatizada, a corrida inclui baterias, chips, sensores, inteligência artificial e infraestrutura de recarga.
A coleta contínua de dados é fundamental para o funcionamento e o aperfeiçoamento dos sistemas, mas também levanta questões sobre privacidade, monitoramento e responsabilidade em caso de falhas. Mesmo quando o veículo executa as manobras sozinho, os modelos de nível 2 ainda exigem supervisão humana.
Fonte: g1