Os dez principais projetos de minerais críticos no Brasil já somam R$ 39,4 bilhões em investimentos, segundo levantamento realizado com o Ministério de Minas e Energia (MME) e empresas do setor. Os empreendimentos estão em diferentes fases, da implantação à produção.
A expectativa do setor é que o novo marco regulatório, aprovado em setembro, atraia novos aportes. A legislação prevê créditos fiscais, garantias para empréstimos e estímulos ao processamento industrial no país.
Entre os maiores projetos está o Autazes, da Potássio do Brasil, com investimento de R$ 12,4 bilhões e previsão de produção anual de 2,4 milhões de toneladas de cloreto de potássio, insumo usado em fertilizantes. O empreendimento está na fase de requerimento de lavra na Agência Nacional de Mineração (ANM).
O projeto Caldeira, da Lynas Rare Earths, em Caldas (MG), também está entre os principais. A empresa adquiriu 100% da Meteoric Resources por cerca de R$ 3,5 bilhões e avalia investimentos em uma unidade de refino de terras-raras no Brasil.
O financiamento e a falta de mão de obra especializada são apontados por empresários e especialistas como obstáculos ao avanço da cadeia. O BNDES mantém linhas de crédito e participa, com a Vale, de um fundo de investimento voltado a projetos de minerais críticos.
O banco também selecionou 56 planos de negócio em uma chamada pública com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). As negociações estão mais avançadas com 12 empresas, segundo as informações divulgadas na reportagem.
Entre os projetos de menor porte está o Colossus, da Viridis, em Poços de Caldas (MG), com investimento previsto de R$ 2,3 bilhões. A empresa aguarda a licença de instalação e pretende iniciar a produção de carbonato misto de terras-raras no segundo semestre de 2028.
A nova política também inclui os chamados minerais estratégicos, que possuem reservas significativas e são considerados importantes para o desenvolvimento tecnológico, regional e para a balança comercial. O MME avalia que, incluídos esses projetos, o volume total de investimentos é ainda maior.
Fonte: O Globo